( Round 1)
São as contas que instem em chegar,
é a roupa que sempre tem que estender,
o remédio que não tem dinheiro para comprar!
Usamos o crédito
Vendemos nossa alma para a abstração.
É a bolha financeira...
que estoura em você!
(Round 2)
E o presidente vem na TV te contar
que o ajuste só vai te foder...
do remédio que não podia comprar
vai passar para a saúde, que não vai mais te atender!
O lucro do burguês não pode parar,
e você não pode esquecer... o presente!
dia dos namorados,
crianças
natal
Tem que enfeitar as janelas, sorrir e desejar um ano novo
Novo pra quem?
Mês que vem tem mais contas
o ano não muda!
(Round 3)
A luz aumenta.
Faltou água?
Acordar de madrugada tentar vaga na escola
No ínicio do semestre: ocupação, greve,
isso você não vê na TV
Filho de rico faz faculdade
Pra você mais uma louça na pia.
A unha fica feia
no padrão não cabe mais você,
Mas no quartinhos do fundo... sim!
FATALITY
Um soco rasgado na cara
cada dia é uma porrada diferente
Mas o luta ainda não terminou.
(5,4,3,2...)
TO BE CONTINUE
[ana carolina cantuaria]
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
Anunciação
Se envolver pode ser uma tarefa muito complicada, mesmo sendo tão fácil realiza-la. Deixar o outro te tocar na alma, te ver nua, desprotegida, com todas as bizarrices e feridas.
Se envolver é permitir - e ser permitido - adentrar em outro corpo... de um ser tão estranho, tão diferente e ao mesmo tempo tão doce e amável; sentir as suas dores, seus anseios, alegrias e belezas.
Se envolver é se sentir responsável pelo outro. Entregar-se sem medo ao desconhecido, aos beijos ardentes, aos dedos quentes.. deixar a sua pele tremer. É contorcer, arrepiar, gemer pelo simples toque dos lábios no pescoço. Se envolver é enfrentar as inseguranças de mãos dadas. É cair no abismo
Aceitar o pedido. e permitir-se amar, mais um vez.
[ana carolina~~~]
Se envolver é permitir - e ser permitido - adentrar em outro corpo... de um ser tão estranho, tão diferente e ao mesmo tempo tão doce e amável; sentir as suas dores, seus anseios, alegrias e belezas.
Se envolver é se sentir responsável pelo outro. Entregar-se sem medo ao desconhecido, aos beijos ardentes, aos dedos quentes.. deixar a sua pele tremer. É contorcer, arrepiar, gemer pelo simples toque dos lábios no pescoço. Se envolver é enfrentar as inseguranças de mãos dadas. É cair no abismo
Aceitar o pedido. e permitir-se amar, mais um vez.
[ana carolina~~~]
sábado, 6 de agosto de 2016
Janaina.
Oceano profundo, intenso, turvo e revolto. Oceano que carrega os navios em suas correntezas, mas que em suas sutilizas coleciona amantes. Reflete a lua, e brilha a luz solar. Ele sou eu e eu sou ele. Tempestiva, silenciosa, funda, salgada. Carregada de lagrimas, conchas e mistérios.
Ele vira mar, beija o solo, afaga os grãos de areia. Chega e toca os pés, junto com a brisa, maresia, pequenos beijos sobre o corpo daqueles que o contemplam,e permitem se tocar.
Da costa, se vê o horizonte flertando com as nuvens, tocando o céu, instalando o infinito. Eu sou o quinto elemento, tocada em todos os meus sentidos, íntimos e descobertos.
Misturo meus sentimentos em letras, e confundo a realidade me afogando no mar. E eu ainda não sei amar, ou amo sem saber nadar, e me afogo. Me jogo do penhasco, tenho certeza que o oceano, sem fim nem começo, me salvará.
[ana carolina~]
segunda-feira, 18 de julho de 2016
De mais ninguém
Contraditoriamente eu não quero te perder
- mas eu já o perdi -
Na verdade você nunca foi meu
- ou de alguem -
Então eu nada perdi.
Mas contraditoriamente
a dor da perda continua aqui
E você diz que é meu
mesmo sendo de outra(s)
- ou de ninguém.
[ana carolina~~~]
- mas eu já o perdi -
Na verdade você nunca foi meu
- ou de alguem -
Então eu nada perdi.
Mas contraditoriamente
a dor da perda continua aqui
E você diz que é meu
mesmo sendo de outra(s)
- ou de ninguém.
[ana carolina~~~]
terça-feira, 21 de junho de 2016
Solidão
De tão mole
o meu coração foi para o ralo,
do ralo pro esgoto.
Ele não sabe nadar.
[ana carolina/~ 2013]
o meu coração foi para o ralo,
do ralo pro esgoto.
Ele não sabe nadar.
[ana carolina/~ 2013]
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Mar do Norte
Quando sentada olhando para o mar... eu lembrei das formas dos seu rosto, do desenho dos seus olhos, da textura da sua boca. Focada no horizonte eu senti o amor de suas palavras, do gosto da cerveja, daqueles pequenos detalhes que, na verdade, dizem tudo o que nunca um "eu te amo" poderia transmitir. Deitada sobre a areia, me senti acolhida e protegida, como quando me fazia promessas, ou quando segurava a minha mão... eu tinha a certeza que nada iria nos separar. Não existiria tempo, não existiria rotina, não existiria... ou existiu. Com o bater das ondas no meu corpo, eu sinto o seu cheiro, o seu beijo, o seu carinho, o nosso amor ardido, forte, intenso, voraz... o amor dos dias chuvosos (como o de hoje), o amor que nos aquecia no frio e nos fazia primavera.
Outro dia eu te olhei de longe, lembrei dos nossos votos.. tão eternos quanto o prazer do gozar. Entro na tua casa e vejo o meu rosto. Olho nos seus olhos, vejo o meu rosto... Mas a vida são escolhas, existe sempre o momento da escolha... e quando nao escolhemos... o outro escolhe pela gente.
A gente não ri mais. E eu ainda sinto o gosto da saudade.
[ana carolina ~~~ as pequenas doses de mentiras diárias]
Outro dia eu te olhei de longe, lembrei dos nossos votos.. tão eternos quanto o prazer do gozar. Entro na tua casa e vejo o meu rosto. Olho nos seus olhos, vejo o meu rosto... Mas a vida são escolhas, existe sempre o momento da escolha... e quando nao escolhemos... o outro escolhe pela gente.
A gente não ri mais. E eu ainda sinto o gosto da saudade.
[ana carolina ~~~ as pequenas doses de mentiras diárias]
Assinar:
Postagens (Atom)